segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RUBEM FONSECA

"Escrever é tomar decisões constantemente."


O escritor brasileiro Rubem Fonseca ganhou o prémio literário Casino da Póvoa/Corrente d'Escritas pelo livro Bufo & Spallanzani  da editora Sextante.

Ver mais aqui: Público - Uma arte maior

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A PROPÓSITO DE "VIAGEM À RODA DO MEU NOME"

Abílio é o narrador e a personagem central e até se considera um rapaz perfeito. No entanto, enfrenta uma crise de identidade provocada por um nome que detesta e que lhe traz vergonha (por ser motivo de troça dos colegas quando a tia Constancinha, com um bigode que pica mais do que o do gato, lhe chama Abilinho) e cuja origem toda a família evita explicar. Quando pede explicações, o pai de Abílio assobia ou faz bolinhas com o pão (se estão à mesa), a mãe vai fazer um telefonema, a avó queixa-se do reumático e o avô resmunga que precisa de mudar de lentes. Isto é, todos fogem do assunto e ninguém quer explicar o motivo daquele nome dado a uma criança que, antes de nascer, se iria chamar Anelise e depois Sílvia.
A ação desenrola-se em dois planos apresentados em capítulos alternados e com grafias diferentes:
1. A viagem de autocarro de regresso a casa depois da visita à família, na Gafanha, numa manhã fresca de verão. Nesta altura, Abílio já não se chama assim pois decidiu chamar-se Luís, um nome normal (ou seria por causa da sua paixão, a Luísa?):
“E ainda por cima hoje a tia Constancinha não encontrou nada melhor para me chamar do que Abilinho. E diante dos meus colegas, lá na escola. Linda figura que eu fiz, não haja dúvida! Por tudo isto é que eu aviso: a partir de agora só respondo pelo nome de Luís!” pág. 30
“Sentámo-nos no chão do meu quarto e lá lhe contei toda a minha tragédia, a minha heroica decisão de matar o Abílio para fazer nascer o Luís, e a luta titânica para impor a minha vontade.” pág. 80
Durante a viagem:
• Luís (Abílio) relembra os melhores momentos passados na Gafanha, algo que ele nunca tinha vivido na cidade:
- o vitelo acabado de nascer da vaca Catraia
- os campos de girassóis
- as pirâmides de sal
- o voo dos picanços para apanharem peixe
- o salto das tainhas na maré cheia
- o riso da menina Isabelinha.
• Conhece uma estranha mulher de chapéu de palha vermelho cheio de frutos coloridos e do lenço cor-de-rosa. Num prolongado monólogo, a senhora conta-lhe várias histórias, que o fazem crescer, sobre:
- o marido Bernardino que conheceu no casino de Espinho e não a deixava ler durante as viagens.
- a profissão do marido, conhecido por toda a gente, um mágico famoso que trabalhava em vários hotéis com o coelho Inácio e a pomba Felisberta.
- o verão passado na Ericeira.
- a velhice que incapacita.
- a vida e a morte.

2. Os acontecimentos que levam à crise de identidade provocada pela recusa de um nome que, no entender da personagem, não se ajusta à sua personalidade e dificulta a sua relação com os colegas.

São temas abordados na obra com muito humor, humanismo e grande sensibilidade poética:
• As relações familiares
• A complexa integração dos adolescentes no meio social
• A saudade
• A velhice (pág.115)
• A doença e a morte:
“Não acredites quando te disserem que as pessoas morrem. As pessoas nunca morrem. Pelo menos aquelas de quem gostamos. Estão sempre todas ao pé de nós.” Pág. 67
“Todos nós temos a nossa nuvem. Quando morrermos, é para lá que vamos.” pág. 130
“Sempre que entro numa camioneta tenho saudades do Bernardino. (…) Mas tenho de me habituar a viver assim, a dizer-lhe adeus lá para a nuvem onde ele está. Que o Bernardino sempre me disse: “Temos de saber viver com a vida e com a morte, tal como vivemos com o nosso corpo, e com o nome que temos.” pág. 140
• O mistério da vida:
“De repente, como num vulcão, qualquer coisa rebentou de dentro da Catraia, e diante dos nossos olhos maravilhados um vitelo estava ali, e já a querer-se endireitar-se nas pernas.”
“Foi um segredo que o meu avô me contou. Ele diz que sempre que alguém nasce a gente é capaz de ouvir crescer o mundo.”

A crítica social está presente ao longo da obra:
• A televisão e os jornais:
“O que há hoje na televisão, ó…” / As desgraças do costume, avô.” pág. 31
“ - E a mãe que não acreditasse nas histórias todas que esse aparelho manda para o ar- disse o meu pai.” pág. 45
“- Pronto, é para isto que a televisão serve: para nos pôr todos zangados uns com os outros.” pág. 46
“- Por que é que a mãe não escreve uma carta para os jornais, a protestar?” (…) “_ Só essa agora me faria rir, palavra de honra! Uma carta para os jornais! Quando fosse publicada, ou já a escola tinha caído toda, ou já estava outra nova em seu lugar…”
• Os problemas que não se resolvem:
“Há quem jure a pés juntos que esta escola, desde que foi inaugurada, já lá vão 90 anos, nunca viu obras.” “Vamos lá ver se isto não cai hoje.» pág. 43
“_ Isto é um disparate. Até é um crime, tanto tempo à boa vida. Depois queixam-se que os jovens apanham vícios. Três meses de descanso, onde é que já se viu, até se desabituam de trabalhar.” (…) “– Só neste país.” pág. 72
• Crise da sociedade:
“- É a nossa vez de Quê?” (…) “-De fazer esta coisa andar melhor do que tem andado.” pág. 76
“- (…) Os transportes públicos neste país estão uma miséria, uma verdadeira miséria!
-Estão como os ordenados que nos pagam…”

(as páginas indicadas são da 2ª edição, 1987)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

FLORESTA ENCONTADA

Este foi o trabalho enviado para o concurso Pequeno Grande C. O texto não está escrito em cima das ilustrações, como parece, mas em folhas de acetato inseridas no meio das páginas ilustradas.
Parabéns a todos os elementos envolvidos no projeto (alunos do 6ºC e professores orientadores).

ZECA AFONSO 25 ANOS DEPOIS

Zeca Afonso foi um cantor e compositor português de forte intervenção política e social. Faleceu no dia 23 de fevereiro de 1987 mas, vinte e cinco anos depois, os seus poemas continuam a ser lidos e as suas músicas ouvidas, apreciadas e cantadas.
Para saberes mais sobre ele, consulta o catálogo da BE e requisita os livros disponíveis.


Canção de Embalar

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada

Outra que eu souber será pra ti
ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2012

A fase distrital do CNL 2012, no distrito de Aveiro, vai decorrer na BM de Ílhavo, no dia 11 de abril. Os livros selecionados são da autoria de Alice Vieira, Viagem à roda do meu nome, da Caminho e de Brian Selznick, A invenção de Hugo Cabret, da Gailivro. Este deu origem a um filme e a sua apresentação pode ser lida aqui

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PEQUENO GRANDE C

O Pequeno Grande C é, conforme explicado na página de abertura do respetivo site, "um projeto promovido em parceria pela AGECOP – Associação para a Gestão da Cópia Privada e a Fundação Calouste Gulbenkian, dirigido às escolas do 1º e do 2º ciclos do Ensino Básico, onde se leva a concurso um livro de autor, a realizar por jovens entre os 6 e os 12 anos de idade, no âmbito de uma turma escolar.
Procura-se premiar sobretudo a singularidade e a originalidade expressas numa criação coletiva pelos jovens autores. O livro de autor, ao qual desde logo chamamos OBRA, constitui um objeto único a concurso mas testa três atividades criativas distintas: a construção do livro propriamente dito, a criação de uma narrativa e a respetiva ilustração."
Aqui ficam algumas imagens da fase de ilustração do conto a concurso, criado pelos alunos do 6ºC em sala de aula de português, em parceria com a professora bibliotecária.

O conto intitula-se "Floresta encontada". Adivinham porquê?









terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NEM TUDO O QUE VEM À REDE É PEIXE - AS REDES SOCIAIS

Um e-book muito útil porque "nem tudo o que vem à rede é peixe" e pode vir muito lixo.

CHARLES DICKENS



imagem do Google para homenagear Charles Dickens

Charles Dickens faria hoje 200 anos e continua a ser um dos autores ingleses mais lidos e apreciados. Fizeram-se cerca de 180 filmes e adaptações para televisão das suas obras o que comprova o seu sucesso entre o público atual.
Mais informação sobre o escritor.
Na BE podes encontar algumas das suas obras.

DIA DA INTERNET SEGURA

Começaram, hoje, na BE, as atividades com alunos para se lembrarem que toda a segurança é pouca quando se usa a Internet e, particularmente, as redes sociais. As sessões foram dinamizadas pelos alunos do 9ºCEF, com orientação do professor de Informática, Vitor Henriques.

Os alunos ficaram a conhecer recursos disponibilizados no jornal escolar online, Olhar a Escola, na secção Redes Sociais, viram um filme sobre a falta de privacidade do Facebook, fizeram o jogo "Quem quer ser um expert na Internet?" e conheceram a canção da Internet.
Toda a documentaão importante sobre o tema, pode ser consultada neste blogue, onde também estão disponibilizados dois guiões do utilizador, um para alunos e outro para pais. Além disso, os livros sobre o tema sairam da estante para lembrar que existem e esperam, ansiosos, para serem lidos.

NOVIDADE NA BE

Um livro divertido sobre as dificuldades de adaptação de um pré-adolescente no início de um novo período escolar numa nova escola.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CANÇÃO DA INTERNET SEGURA

7 DE FEVEREIRO: DIA DA INTERNET SEGURA


As "Canções dos miúdos" são um produto da Porto Editora que pretende alertar os mais novos para várias questões do dia a dia passando pela utilização segura da Internet. Segue à risca a letra da canção e os seus conselhos para não teres problemas.
Diverte-te mas... sempre com SEGURANÇA!


Quando bem utilizada
A Internet é uma aventura
Basta ter algum cuidado
Para não ser insegura

No Messenger e no Hi5
Aceito só os amigos
Porque atrás de um comentário
Podem estar muitos perigos.

Dizer onde é a minha escola?
Não!!!
Enviar fotografias?
Não!!!

Se eu não sei quem tu és
não quero a tua companhia

Recebo um email estranho
Com um anexo esquisito
Se não sei quem o enviou
Não abro, apago-o do disco

Os vírus são perigosos
E têm riscos fatais
Não descarrego programas
Sem antes pedir aos meus pais

Quando bem utilizada
A Internet é uma aventura
Basta ter algum cuidado
Para não ser insegura

"AS MALUQUICES DOS REIS"


Achas que a História é uma seca? Olha que não! Vai à BE, lê a revista Visão Júnior deste mês e diverte-te com "as maluquices dos reis".
Sabias que D. Pedro I gostava de dançar a meio da noite, na rua? E que D. Manuel I organizava combates de elefantes e rinocerontes? 

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